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No mês de setembro eu tirei férias no trabalho e como está virando rotina, sempre que consigo viajar vou para São Paulo para ficar na casa da Lee, desta vez resolvi ir de avião, primeira vez que eu iria viajar de avião e como tudo na minha vida, logicamente que minha viagem tinha que virar roteiro de um filme… Bem, não virou literalmente falando, mas foi no mínimo divertido.

Viagem de ida, o valor total da passagem foi R$66,66… O vôo era o A18 (18 dividido por 3 é igual a 6, ou seja 666)… Para completar eu só percebi depois que eu me sentaria na cadeira 13A… Desespero com a coincidência de números no meu primeiro vôo? Que isso, imagina… Tudo bem, cheguei no aeroporto e na hora de despachar a minha mala a atendente me disse que tinha um vôo saindo naquele horário e me perguntou se eu queria ir, eu respondi que não, porque já tinha combinado do pessoal me pegar no aeroporto.

Assim que eu entro no meu vôo, tinha uma pessoa na minha cadeira, eu falei com ele e ele percebeu que estava na cadeira errada, depois que eu me sentei no meu lugar veio na minha cabeça “Fudeu… O cara estava no meu lugar, queriam me colocar no vôo antes… Não era para eu sentar aqui, o avião vai cair e a unica pessoa que irá se salvar é quem está na 12A… Droga, porque eu não mudei de lugar?” Desespero? Que isso…

Eu então conferi a parada de prender a bandeijinha, se aquela porra tivesse quebrado eu ia sair gritando que o avião ia cair (isso que dá assistir o filme Premonição 1), mas ela não estava solta, então permaneci no vôo, o avião levantou vôo e eu comecei a sentir sono, olhei ao meu redor TODO MUNDO dormindo, pensamento pessimista na hora: “Merda, aconteceu alguma coisa, está vazando gás de algum lugar e todo mundo está sentindo sono e vai morrer, eu estou começando a sentir sono, ai meu deus… Eu vou morrer” antes que me perguntem… Não, eu não sou exagerada.

Durante o vôo, teve um momento que teve turbulência… Meus pensamentos do momento: “Fudeu, turbulência, é agora que vou morrer…” mas não foi naquele momento e do nada começa a fazer um barulho debaixo de mim, tremer e tal, meu pensamento: “Ai… É agora, eu vou morrer, porque não fui no vôo anterior? Porque não me sentei na fileira 12? O chão vai quebrar, a minha cadeira vai sair voando… Eu vou morrer, porque não fui ônibus?”

Ah, antes que eu me esqueça as pessoas suspeitas de serem terroristas… Eu cheguei para me sentar e o cara que já estava sentado na 13C me olhou meio puto, eu me esqueci que tinha que colocar a mala no porta malas em cima, daí pedi licença para ele de novo para colocar a mala, ele me lançou um olhar “Eu vou te matar” eu só me tranquilizei porque ele foi o primeiro a dormir graças ao gás sonifero do avião.

No final, quando pedem para as pessoas sentarem que estão preparando para o pouso, eu vejo um cara saindo do banheiro, com uma das mãos escondidas por dentro do casaco perto da cintura, como se fosse sacar uma arma, eu fiquei olhando para ele “Merda, merda, merda, esse cara é um terrorista, vai matar todo mundo ou fazer o avião bater em algum prédio… Como deixaram alguem entrar armado aqui? E o detector de metais, como não perceberam a arma dele? Fudeu… O vôo estava tão bom, porque o cara vai matar todo mundo? Eu acho que vou me esconder no banheiro”

Mas para a minha sorte, o cara não atirou em ninguém, para dizer a verdade, eu nem sei se ele estava armado, mas sei lá, na hora do desespero você pensa em tudo, desconfia até da agulha de trico da velhinha da sua frente, afinal se MacGyver consegui montar uma bomba com um chiclete, eu imagino o quão perigosa pode ser uma agulha de trico.

Mas enfim cheguei viva em SP, tudo ótimo, férias maravilhosas, mas então chegou o momento de partir… Como eu tinha que viajar com uma nova neurose, Lee, Ian e eu fomos ver Premonição 5 em 3D, não vou contar o filme, mas tem uma cena de avião e tem uma música que toca em um momento tenso do filme que é Dust In The Wind do Kansas, agora adivinhem qual musica em tenho no meu computador? Dust In The Wind… A Lee me proibiu de escutar essa música até eu chegar inteira no RJ.

Eu e a Lee resolvemos ir bem cedo para o Aeroporto, é melhor chegar cedo e esperar lá do que acabar se atrasando, graças a tudo o que existe que saimos terrivelmente cedo, meu vôo estava para sair às 14:45h no aeroporto de Congonhas, pelo menos era o que eu jurava, ao chegar no Aeroporto de Congonhas às 11:30h, fui na cabine da WebJet (eu fui pela TAM e voltaria pela WebJet) para saber onde eu faria o Check-in, descobri que o Check-in assim como o vôo era para ser feito no aeroporto de Guarulhos… Momento desespero “Puta que pariu, caralhos voadores me fodam… Me fudi bonito” (sim, eu sou fluente em palavrões) momento desespero onde a cor da sai do meu rosto, respirei fundo “Como eu consigo chegar no aeroporto de Guarulhos”. Para a minha alegria tinha um serviço do aeroporto que é o “Airport Bus Service” que nos leva do aeroporto de Congonhas para Guarulhos e por eu ter chegado extremamente cedo, eu não tive problemas, cheguei até terrivelmente cedo e meu único problema foi ficar mais de uma hora sem fazer nada…

Recebi essa mensagem por e-mail de uma amiga e achei muito boa, homens, entendam agora o que um simples “Vamos sair para Jantar”  desencadeia em uma mulher e o porque é mais do que lógico, ele pagar o Motel.
Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam o que se passa nos bastidores. Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar.

Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo ‘Vamos jantar amanhã?’.
Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do  mundo: ‘Claro, vamos sim’.

Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia.
Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: FICA sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.

Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos – e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando ‘Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?’ Lei de Murphy: Sempre dá merda.

Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa Paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma Tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de… Melhor mudar de assunto…

As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Eu não faço, mas conheço quem faça.

Ah sim, já IA esquecendo. Tem a depilação. Essa OS homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Tem mulher que depila até o cu! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.

Dia seguinte.
É hoje seu Grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão de dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar).

Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema DA roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber.

Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: ‘Eu me visto para as mulheres e me dispo para OS homens’. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.

Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel.

Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte… PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica uma merda. Se for um desses dias em que seu corpo está uma merda e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando ‘EU NÃO TENHO  ROOOOOUUUUUPAAAA’. O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.

Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável.

Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa ‘Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foooda’. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar ‘E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha… Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele… se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo…’. Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir.

Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Exemplo: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um ‘Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar!’ Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez, um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!. Porque eu não dei o sapato? Porra… me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito coco para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.

Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo ‘será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar…’ Começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito.

Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.

Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da puta liga e cancela o encontro? ‘Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?’.

Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico puta, puta, PUTA da vida!

Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido… nunca ousariam remarcar nada.
Se fode aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, GRAVE! DO TIPO…MORRER A MÃE OU O PAI TER UM  AVC NO TRÂNSITO.

Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata ‘HUMMM… tá cheirosa!’ (tecla sap: ‘Passou muito perfume, porra’). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, porque acho que homem que repara muito é meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, Minha Amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.

Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos dos pés, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso ‘É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero’. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.

Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:

Roupa.. R$ 200,00
Lingerie.R$ 80,00
Maquiagem.R$ 50,00
Sapato.R$ 150,00
Depilação.R$ 50,00
Mão e pé..R$ 15,00
Perfume…R$ 80,00
Pílula anticoncepcional..R$ 20,00

Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato, R$ 500,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR O MOTEL? A gente gasta muito mais para sair com eles do que ele com a gente!

Por isto amigos, valorizem seu próximo encontro e aprendam um pouco mais, sobre este ser fantástico, chamado mulher.


Homens…
Os homens bons são feios.
Os homens bonitos não são bons.
Os homens bonitos e bons são gays.
Os homens bonitos, bons e heterossexuais estão casados.
Os homens que não são bonitos, mas são bons, não têm dinheiro.
Os homens que não são bonitos, mas que são bons e com dinheiro, pensam que só estamos atrás de seu dinheiro.
Os homens bonitos, que não são bons e são heterossexuais, não acham que somos suficientemente bonitas.
Os homens que nos acham bonitas, que são heterossexuais, bons e têm dinheiro, são covardes.
Os homens que são bonitos, bons, têm dinheiro e graças a Deus são heterossexuais, são tímidos e NUNCA DÃO O PRIMEIRO PASSO!

Os homens que nunca dão o primeiro passo, automaticamente perdem o interesse em nós quando tomamos a iniciativa.
AGORA… QUEM NESSE MUNDO ENTENDE OS HOMENS? 

MORAL DA HISTÓRIA:
Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas, e é dever da mulher pisa-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia pro jantar.

Mais um texto do Verissimo, muito bom, adorei, ri bastante com ele, espero que gostem.

Já deve ter acontecido com você.

– Não está se lembrando de mim?

Você não está se lembrando dele. Procura, freneticamente, em todas as fichas armazenadas na memória o rosto dele e o nome correspondente, e não encontra. E não há tempo para procurar no arquivo desativado. Ele está ali, na sua frente, sorrindo, os olhos iluminados, antecipando a sua resposta. Lembra ou não lembra?
Neste ponto, você tem uma escolha. Há três caminhos a seguir.
Um, o curto, grosso e sincero.

– Não.

Você não está se lembrando dele e não tem por que esconder isso. O “Não” seco pode até insinuar uma reprimenda à pergunta. Não se faz uma pergunta assim, potencialmente embaraçosa, a ninguém, meu caro. Pelo menos não entre pessoas educadas. Você devia ter vergonha. Não me lembro de você e mesmo que lembrasse não diria. Passe bem.
Outro caminho, menos honesto mas igualmente razoável, é o da dissimulação.

– Não me diga. Você é o… o…

“Não me diga”, no caso, quer dizer “Me diga, me diga”. Você conta com a piedade dele e sabe que cedo ou tarde ele se identificará, para acabar com a sua agonia. Ou você pode dizer algo como:

– Desculpe deve ser a velhice, mas…

Este também é um apelo à piedade. Significa “Não torture um pobre desmemoriado, diga logo quem você é!” É uma maneira simpática de dizer que você não tem a menor idéia de quem ele é, mas que isso não se deve à insignificância dele e sim a uma deficiência de neurônios sua.
E há o terceiro caminho. O menos racional e recomendável. O que leva à tragédia e à ruína. E o que, naturalmente, você escolhe.

– Claro que estou me lembrando de você!

Você não quer magoá-lo, é isso. Há provas estatísticas que o desejo de não magoar os outros está na origem da maioria dos desastres sociais, mas você não quer que ele pense que passou pela sua vida sem deixar um vestígio sequer. E, mesmo, depois de dizer a frase não há como recuar. Você pulou no abismo. Seja o que Deus quiser. Você ainda arremata:

– Há quanto tempo!

Agora tudo dependerá da reação dele. Se for um calhorda, ele o desafiará.

– Então me diga quem eu sou.

Neste caso você não tem outra saída senão simular um ataque cardíaco e esperar, falsamente desacordado, que a ambulância venha salvá-lo. Mas ele pode ser misericordioso e dizer apenas:

– Pois é.

Ou:

– Bota tempo nisso.

Você ganhou tempo para pesquisar melhor a memória. Quem é esse cara, meu Deus? Enquanto resgata caixotes com fichas antigas do meio da poeira e das teias de aranha do fundo do cérebro, o mantém à distância com frases neutras como “jabs” verbais.

– Como cê tem passado?
– Bem, bem.
– Parece mentira.
– Puxa.

(Um colega da escola. Do serviço militar. Será um parente? Quem é esse cara, meu Deus?)
Ele está falando:

– Pensei que você não fosse me reconhecer…
– O que é isso?!
– Não, porque a gente às vezes se decepciona com as pessoas.
– E eu ia esquecer você? Logo você?
– As pessoas mudam. Sei lá.
– Que idéia!

(É o Ademar! Não, o Ademar já morreu. Você foi ao enterro dele. O… o… como era o nome dele? Tinha uma perna mecânica. Rezende! Mas como saber se ele tem uma perna mecânica? Você pode chutá-lo, amigavelmente. E se chutar a perna boa? Chuta as duas. “Que bom encontrar você!” e paf, chuta uma perna. “Que saudade!” e paf, chuta a outra. Quem é esse cara?)

– É incrível como a gente perde contato.
– É mesmo.

Uma tentativa. É um lance arriscado, mas nesses momentos deve-se ser audacioso.

– Cê tem visto alguém da velha turma?
– Só o Pontes.
– Velho Pontes!

(Pontes. Você conhece algum Pontes? Pelo menos agora tem um nome com o qual trabalhar. Uma segunda ficha para localizar no sótão. Pontes, Pontes…)

– Lembra do Croarê?
– Claro!
– Esse eu também encontro, às vezes, no tiro ao alvo.
– Velho Croarê!

(Croarê. Tiro ao alvo. Você não conhece nenhum Croarê e nunca fez tiro ao alvo. É inútil. As pistas não estão ajudando. Você decide esquecer toda a cautela e partir para um lance decisivo. Um lance de desespero. O último, antes de apelar para o enfarte.)

– Rezende…
– Quem?

Não é ele. Pelo menos isso está esclarecido.

– Não tinha um Rezende na turma?
– Não me lembro.
– Devo estar confundindo.

Silêncio. Você sente que está prestes a ser desmascarado.

– Sabe que a Ritinha casou?
– Não!
– Casou.
– Com quem?
– Acho que você não conheceu. O Bituca.

Você abandonou todos os escrúpulos. Ao diabo com a cautela. Já que o vexame é inevitável, que ele seja total, arrasador. Você está tomado por uma espécie de euforia terminal. De delírio do abismo. Como que não conhece o Bituca?

– Claro que conheci! Velho Bituca…
– Pois casaram…

É a sua chance. É a saída. Você passa ao ataque.

– E não me avisaram nada?!
– Bem…
– Não. Espera um pouquinho. Todas essas coisas acontecendo, a Ritinha casando com o Bituca, o Croarê dando tiro, e ninguém me avisa nada?!
– É que a gente perdeu contato e…
– Mas o meu nome está na lista, meu querido. Era só dar um telefonema. Mandar um convite.
– É…
– E você ainda achava que eu não ia reconhecer você. Vocês é que esqueceram de mim!
– Desculpe, Edgar. É que…
– Não desculpo não. Você tem razão. As pessoas mudam…

(Edgar. Ele chamou você de Edgar. Você não se chama Edgar. Ele confundiu você com outro. Ele também não tem a mínima idéia de quem você é. O melhor é acabar logo com isso. Aproveitar que ele está na defensiva. Olhar o relógio e fazer cara de “Já?!”)

– Tenho que ir. Olha, foi bom ver você, viu?
– Certo, Edgar. E desculpe, hein?
– O que é isso? Precisamos nos ver mais seguido.
– Isso.
– Reunir a velha turma.
– Certo.
– E olha, quando falar com a Ritinha e o Mutuca…
– Bituca.
– E o Bituca, diz que eu mandei um beijo. Tchau, hein?
– Tchau, Edgar!

Ao se afastar, você ainda ouve, satisfeito, ele dizer “Grande Edgar”. Mas jura que é a última vez que fará isso. Na próxima vez que alguém lhe perguntar “Você está me reconhecendo?” não dirá nem não. Sairá correndo.

Eu li esse texto já faz bastante tempo e confesso que morri de rir na época, eu so não sabia que era do Luis Fernando Veríssimo, eu então hoje fui fazer um trabalho do teatro sobre ele e acabei achando o texto, muito bom, vale a pena ler.

Conversa entre pai e filho, por volta do ano de 2031 sobre como as mulheres dominaram o mundo.
– Foi assim que tudo aconteceu, meu filho…
Elas planejaram o negócio discretamente, para que não notássemos Primeiro elas pediram igualdade entre os sexos. Os homens, bobos, nem deram muita bola para isso na ocasião. Parecia brincadeira.
Pouco a pouco, elas conquistaram cargos estratégicos: Diretoras de Orçamento, Empresárias, Chefes de Gabinete, Gerentes disso ou daquilo.
– E aí, papai?
– Ah, os homens foram muito ingênuos. Enquanto elas conversavam ao telefone durante horas a fio, eles pensavam que o assunto fosse telenovela. Triste engano. De fato, era a rebelião se expandindo nos inocentes intervalos comerciais. “Oi querida!”, por exemplo, era a senha que identificava as líderes. “Celulite”, eram as células que formavam a organização. Quando queriam se referir aos maridos, diziam “O regime”.
– E vocês? Não perceberam nada?
– Ficávamos jogando futebol no clube, despreocupados. E o que é pior:
Continuávamos a ajudá-las quando pediam. Carregar malas no aeroporto, consertar torneiras, abrir potes de azeitona, ceder a vez nos naufrágios. Essas coisas de homem.
– Aí, veio o golpe mundial?!?
– Sim o golpe. O estopim foi o episódio Hillary-Mônica. Uma farsa. Tudo armado para desmoralizar o homem mais poderoso do mundo. Pegaram-no pelo ponto fraco, coitado. Já lhe contei, né? A esposa e a amante, que na TV posavam de rivais eram, no fundo, cúmplices de uma trama diabólica. Pobre Presidente…
– Como era mesmo o nome dele?
– William, acho. Tinha um apelido, mas esqueci… Desculpe, filho, já faz tanto tempo…
– Tudo bem, papai. Não tem importância. Continue…
– Naquela manhã a Casa Branca apareceu pintada de cor-de-rosa. Era o sinal que as mulheres do mundo inteiro aguardavam. A rebelião tinha sido vitoriosa! Então elas assumiram o poder em todo o planeta. Aquela torre do relógio em Londres chamava-se Big-Ben, e não Big-Betty, como agora… Só os homens disputavam a Copa do Mundo, sabia? Dia de desfile de moda não era feriado. Essa Secretária Geral da ONU era uma simples cantora. Depois trocou o nome, de Madonna para Mandona…
– Pai, conta mais…
– Bem filho… O resto você já sabe.
Instituíram o Robô “Troca-Pneu” como equipamento obrigatório de todos os carros…
A Lei do Já-Prá-Casa, proibindo os homens de tomar cerveja depois do trabalho…
E, é claro, a famigerada semana da TPM, uma vez por mês…
– TPM???
– Sim, TPM… A Temporada Provável de Mísseis… E quando elas ficam irritadíssimas e o mundo corre perigo de confronto nuclear…
– Sinto um frio na barriga só de pensar, pai…
– Sssshhh! Escutei barulho de carro chegando. Disfarça e continua picando essas batatas…

Bem, infelizmente nos sabemos que o atendimento em hospitais públicos não são os melhores em dia… Na verdade desde que eu me lembre o atendimento em um hospital público no Brasil, nunca foi considerado bom, mas confesso que a ultima vez que eu fui para um hospital público, que também é a unica vez que eu me lembro de ter sido atendida em um, não tenho do que reclamar.

Eu sou uma pessoa muito ansiosa e teve uma época que eu estava trabalhando em um emprego extremamente estressante, era um trabalho que eu pegava apenas o periodo de 6:20h, mas eu me sentia trabalhando 24h por dia, pois eu saia do trabalho e estava pensando nele, eu voltava para o trabalho e continuava pensando nele, até mesmo quando eu estava fazendo sexo com meu namorado eu estava pensando no trabalho, ok… Essa ultima parte era culpa do namorado pois ele não era bom de cama…

Mas de qualquer forma o trabalho era algo que realmente enchia minha cabeça, então foi que eu desenvolvi uma coisa chamada Crise de Ansiedade. Para quem nunca teve ou não conhece quem tem crise de ansiedade, vou colocar uma breve explicação:

Um ataque de pânico, também conhecido como crise de pânico ou crise de ansiedade, é um período de intenso medo ou desconforto, tipicamente abrupto. Os sintomas ( variam de pessoa para pessoa e são no mínimo cinco para ser considerada uma crise) incluem tremores, calafrios, sensação de desespero, desrealização ou despersonalização, ondas de calor, dificuldade em respirar, palpitações do coração, náuseas e tontura. A desordem difere de outros tipos de ansiedade na medida em que o ataque de pânico acontece de forma súbita, parece não ter sido provocado e é geralmente incapacitante.

Na maioria das vezes, aqueles que têm um ataque de pânico provavelmente terão outros. Pessoas que têm ataques repetidamente ou possuem uma ansiedade severa de ter outro ataque ou possuem o chamado transtorno do pânico. Nesses casos, a pessoa passa também a ter fobia (reversível) dos lugares em que teve as crises.

Muitos dos que sofrem de ataques de pânico relatam medo da morte, um “estado de loucura” ou uma perda de controle das emoções e do comportamento. As experiências geralmente provocam uma forte urgência de escapar ou se ver distante do local onde o ataque começou (a reação de lutar ou fugir) e, quando associadas a dores no peito ou falta de ar, necessitam de tratamento médico de urgência.

O ataque de pânico é distingüível de outras formas de ansiedade por sua natureza repentina. Ataques de pânico geralmente são sofridos por pessoas que sofrem de outras desordens relacionadas à ansiedade (são secundários a outras doenças e não uma doença à parte) e nem sempre são indicativos de uma desordem mental. Cerca de dez por cento das pessoas saudáveis sofrem um ataque de pânico isolado por ano.

Uma pessoa que sofre de alguma fobia tende a ter ataques de pânico quando exposta diretamente ao objeto. Esses ataques são geralmente curtos e desaparecem rapidamente quando a exposição ao objeto também desaparece. Em condições de ansiedade crônica, um ataque de pânico pode levar a outro, levando a uma exaustão nervosa por um período de dias.

Já perceberam como é horrivel não é mesmo? Bem, acontece que eu tive alguns episódios de crise de ansiedade e a primeira vez, quando não se tem conhecimento de que isso existe, a impressão que temos é que você está tendo um ataque cardiaco ou algo assim.

A minha primeira crise de ansiedade foi na época que eu tinha esse trabalho estressante, eu estava no meu curso técnico de enfermagem e comecei a sentir falta de ar, resolvi então sair da sala, passei no banheiro, molhei o rosto e as mãos, porque geralmente isso me acalma, porém a falta de ar continuou, eu fui para uma parte mais arejada do curso e me sentei, mas nada ainda, eu comecei então a sentir minha boca dormente e uma dor na nuca enorme, quando comecei a sentir meu braço esquerdo dormente eu me desesperei, foi então que repararam que eu não voltava para a sala e foram me procurar, porém quando chegaram eu estava tão nervosa e tão mal que eu não conseguia mais falar, minha língua estava dormente e não se mexia conforme eu queria, me colocaram então em um táxi e me levaram para o hospital Souza Aguiar.

Acontece que eu possuo um plano de saude familiar e na época devido ao meu trabalho eu tinha outro plano. Então na verdade eu tinha dois planos de saúde na época, mas eu não consegui avisar isso para as duas garotas que foram comigo no táxi, eu pensei que estava ferrada, eu sempre ouvi falar de gente que morre na fila esperando atendimento e eu que estava tendo um ataque cardiaco, na minha concepção, iria acabar morrendo ali por não conseguir falar que eu tinha plano de saúde.

Porém o atendimento foi mais rápido que eu esperava, mas isso se deve pela ação rápida das minhas amigas, o táxi nem tinha parado e ela já tinha saído dele, parecia uma cena de filme de ação onde a pessoa pula para fora do carro antes de ele ser atirado no precipício… Linda a cena… Ela então foi até onde tinha as macas e acabou roubando uma das macas, eu ao começar a sair do carro com a ajuda do taxista e da outra amiga só via a minha amiga correndo com a maca e o maqueiro correndo atrás dela no melhor estilo “Pega Ladrão”.

Não tendo outra alternativa o maqueiro teve que me deixar subir na maca, acho que os uniformes da Cruz Vermelha que usávamos (eu fazia curso técnico lá) ajudou também a intimidar os funcionários para sermos atendidas.

O maqueiro, talvez de vingança por ter tido a maca roubada, começou a rodar comigo na maca pelo hospital, eu me senti uma turista em uma tour guiado, nesse momento eu já não sentia nada mais do meu corpo o que fez com que meus braços caíssem para fora da maca, e o maqueiro ficou me pedindo para colocar eles para cima da maca, foi aí que surgiu o primeiro problema, eu não conseguia falar para ele que eu não conseguia colocar os braços para cima da maca e eu não conseguia fazer essa proeza, numa tentativa de obdece-lo eu tentei dar uma de Joseph Climber e tentanva com a ajuda dos ombros a jogar o braço para cima, o que não deu muito certo, o maqueiro então percebeu e rapidamente mostrando sua superioridade de movimentos em relação a mim naquele momento, colocou meus braços em cima da maca.

Depois do grande tour pelo hospital, onde adquiri milhas de viagens, eu finalmente fui atendida, por uma médica que, provavelmente, tinha o sonho de ser comediante, pois tivemos um dialogo muito interessante, onde vocês se lembram que eu não conseguia falar? Então a conversa foi mais ou menos assim. Ah, coloquei meus pensamentos entre parênteses.

Médica: Qual o seu nome?
Eu (fudeu, eu não consigo falar, mas vamos tentar): Ain-a
Médica: Qual?
Eu: Ain-a

Apenas depois da quinta vez que ela perguntou o meu nome e viu que eu não conseguia falar que ela desistiu de perguntar, daí ela deve ter pensando “Que bonitinho ela não consegue falar, mas vamos fazer mais perguntas só para sacanea-la” e veio:

Médica: Quantos anos você tem?
Eu (Ah sim, claro, se eu não consegui falar o meu nome, vou conseguir falar 21): Inri on
Médica: Não entendi.
Eu (Sério que não entendeu? Mas eu estou falando tão claro… ¬¬): INRI ON
Médica: Fala devagar
Eu (Eu to morrendo, do que adianta saber minha idade? Minha família vai saber falar para colocar na lápide, dá para me salvar logo porra?): IN-RI ON

Foi então que a médica repara que na minha maca tem a minha ficha, que apareceu ali misteriosamente, com a minha idade e o meu nome, porra, não dava para ela ter visto antes? Mas tudo bem, depois de obter essa informação extremamente necessária da minha idade ela me levou para uma sala de emergência e eu tinha ao todo 8 médicos ao meu redor, eu olho para o lado e o cara do meu lado estava morrendo sem atendimento, foi quando eu me desesperei.

“Fudeu! Sempre falam que não tem médico para atender as pessoas, tem 8 médicos ao meu redor enquanto o cara do meu lado morre sem médico nenhum, eu devo estar muito mal.”

Daí só para completar meu desespero, aparece uma mulher do meu lado, uma médica que mostrou que tinha uma ótima psicologia, pois apareceu com os olhos vermelho e me disse.

– Karina! A gente não sabe o que está acontecendo, mas fica calma que nós iremos descobrir.

Foi então que a primeira coisa que veio na minha cabeça foi:

“Fudeu, eu vou morrer. Eu estou em um hospital publico onde tenho 8 médicos ao meu redor e nenhum deles sabe o que eu tenho… Alguém pode chamar o House?”

Bem, acabou que me deram algo que me doparam e a crise de ansiedade foi embora da mesma forma que veio, eu então fui ainda de maca para uma sala, sei lá, devia ser a enfermaria e fiquei lá esperando me darem alta, foi então que eu pensei que até o momento minha mãe não sabia o que tinha acontecido comigo e que eu tinha que conseguir avisa-la porque quando ligassem do meu trabalho para a minha casa perguntando o porque eu não tinha ido, minha mãe iria se desesperar, mal eu tive esse pensamento quando um cara abriu a porta e falou:

– Sua mãe está aí.

Eu o olhei assustada, provavelmente ele tinha se enganado ou algo assim, mas então ele abre a porta e minha mãe entra, eu me senti naquele programa “Porta da Esperança” ou algo assim que tinha, que você pedia algo e geralmente seu pedido era atendido… Eu queria falar com a minha mãe e magicamente ela aparece ali, mesmo eu não sabendo como ela ficou sabendo. Se eu soubesse que o que eu desejasse naquele momento seria atendido, eu teria pedido para ser a mulher mais rica do mundo, droga desperdicei um pedido de bobeira.

Mas então a minha mãe me disse depois que tinham ligado para ela do meu curso e ela foi para lá com o meu sobrinho, acontece que o meu sobrinho tinha na época uns 8 anos e por isso não tinha deixado ela subir, porque criança poderia pegar doença e tal, mas minha mãe, fina como sempre, como eu disse no post do meu semi-sequestro, criou o barraquinho logicamente, até quando a psicologa foi gentilmente falar com ela minha mãe enfiou o dedo na cara da psicologa falando:

– Vocês vão me impedir merda nenhuma, eu vou ver a minha filha agora!!!!

E nessa confusão as minhas amigas apareceram e ficaram com o meu sobrinho para a minha mãe subir, que subiu correndo perguntando se alguém sabia onde eu estava, provavelmente dando a seguinte descrição.

– Ela é branquinha, cabelo escuro, está usando uma roupa toda branco e um jaleco branco…

O que é extremamente “difícil” de você ver em um hospital… Mas as pessoas devem ter reconhecido quando ela falou que a filha dela não era médica, era paciente. Mas bem, no fim tudo terminou bem, no hospital eu só recebi meu diagnostico 15 dias depois, ou seja, se eu tivesse tido uma doença que eu tinha que fazer tratamento pelos próximos 15 dias ou eu morria, eu estava ferrada. Mas fora isso foi até divertida a experiência, o que me faz agora avisar em todos os cursos que eu faço aos professores que eu tenho plano de saúde.

Eu sei que já falei de Natal, mas eu juro que não entendo o porque as pessoas esperam tanto pelo dia 25 de Dezembro, quero dizer, eu gosto mais do dia 24 de Dezembro, onde os lugares ainda estão abertos até tarde, os presentes são trocados e a ceia de Natal, no dia 25 não tem nada, sério… Nada mesmo, não tem trocas de presente, não tem nada aberto e o almoço é na verdade o que sobrou da ceia do dia 24 de Dezembro, os programas na TV, aberta ou fechada, são extremamentes chatos… Um tédio enorme.

Eu definitivamente não gosto do dia 25 de Dezembro, para mim o dia 25 de Dezembro é o pior dia do ano, a unica coisa boa é para a maior parte das pessoas é a folga no dia, mas apenas isso. Como passo o Natal na casa da minha avó eu nem aproveito o dia para sei lá… Ficar na internet, fora que Copacabana é extremamente quente, Dezembro é quente, ou seja, passamos um calor infernal.

Como trabalho de manhã os dias que eu não trabalho eu tento aproveitar para acordar tarde e nesse Natal eu consegui acordar mais tarde, ou seja, nem aproveitei o almoço, pois não estava com fome de verdade, minha irmã foi à praia, mas para alguém branquela como eu, que o Sol a qualquer hora é prejudicial, praia era algo fora de cogitação.

Os programas de TV estavam uma bosta, minha avó tem Sky, então tem alguns canais fechado, mas nada de bom para ver, apenas aqueles filmes que passam todos os anos e que eu já vi trocentas vezes, eu juro que estava quase pensando em assistir o especial da Xuxa, mas recuperei a minha sanidade e resolvi não ver.

Mas eu tive sorte esse ano, a lan perto da casa da minha avó abriu, então eu pude passar o dia na internet, mas a minha sorte não era tão grande, pois o ar condicionado da lan estava quebrado, por isso eu passei o dia 25 de Dezembro numa lan calorenta na internet por não ter nada melhor para fazer, sorte que eu estava com a minha mochila, pois na minha mochila tem desodorante, o que eu usei bastante não apenas em mim, mas ao meu redor, porque tinha gente que parecia que não tinha tomado banho.

Quando deu mais ou menos umas 20:30h minha mãe, irmã e prima foram na lan house perguntar se eu queria ir no show do Roberto Carlos e eu logicamente não aceitei… Antes que me ameacem de morte, eu não tenho nada contra o Roberto Carlos, só que eu odeio areia da praia na minha roupa, era um show gratuito que muita gente com baixa condição financeira gosta, por isso estaria cheio, eu não curto tanto as musicas do Roberto Carlos para aceitar ir para a praia, num calor imenso (mesmo sendo de noite), onde estaria cheio de gente para vê-lo no telão, uma vez que geralmente esses shows na praia você não consegue ver muita coisa devido a area VIP.

Os shows na praia, principalmente aqueles que a Globo patrocina, eles tem uma area VIP enorme com atores Globais, o que eu acho uma puta sacanagem, pois o pessoal da Globo tem dinheiro pra caramba para pagar ingresso para ir num show particular, os shows na praia vai a galera que não tem dinheiro para ver o idolo no Canecão, sei lá. Se bem que segunda a minha mãe não teve isso no show do Roberto Carlos, minha mãe disse que dava para vê-lo sem ser pelo telão.

Mas voltando ao assunto, continuei na Lan e sai faltando uns 10minutos para a lan fechar, achei mais uma coisa que estava aberta que era a Parme para comer alguma coisa e voltei para casa, como estava com uma dor enorme na coxa, que eu não sabia o que era, eu tomei uns remedios para dor (Ok, me senti o House agora) e acabei dormindo. Ou seja, nada de bom ou proveitoso foi feito, um dia totalmente morto… Eu realmente odeio o dia 25 de Dezembro.

O WordPress tem uma coisa muito legal que é um recurso que você fica sabendo como as pessoas chegam no seu blog, as pesquisas que são feitas e como elas chegam, a maioria das pesquisas que trazem pessoas desconhecidas aqui são extremamente legais, mas vamos às melhores.

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Eu juro que me perguntei o que a pessoa estava procurando de verdade com essa pesquisa…

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Eu entendo onde a pessoa chegou com essa pesquisa, mas porque tanto interesse em saber o que Millôr Fernandes acha de porra? O.o

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O.o Ela está querendo se denunciar ou se confessar? Bem, qualquer uma que seja a opção, aqui definitivamente não é o lugar certo

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É você está no lugar certo, aqui realmente tem muitas coisas maneiras.

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Esse eu não vou nem comentar, porque eu juro que não entendi o interesse no “se” de “foda-se”

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É wordpress e não wordexpress… Darling.

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Opa, não faço ideia, mas se souber comente aí. Estou precisando de algumas dicas assim

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Pelo visto esse tinha que fazer um trabalho urgente sobre a consciência negra… Quem manda deixar para ultima hora? A professora vai visitar meu blog e vai saber que foi copiado.