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Desde que nasci, ainda quando humana, eu sempre tive um grande interesse por musica que foi alimentada pelos meus pais, mesmo depois de tanto tempo eu me lembro do som do violino do meu pai e a voz da minha mãe que o acompanhava nas Operas dos grandes teatros, era assim que eles ganhavam a vida e foi assim que eu aprendi a cantar, eles me ensinaram tudo o que sabiam, apesar da insistencia do meu pai para que eu tocasse violino como ele, minha vida era cantar, cantar e atuar e por isso minha mãe foi minha professora.

Talvez pela vida desde cedo nos grandes teatros eu tive um bom sucesso, era considerada uma otima cantora, ganhando bons papeis desde cedo, viajei muito com meus pais, eu não conhecia outro tipo de vida, mas bem cedo eu iria conhecer.

Apesar dos grandes show, nossa familia era humilde, o teatro naquela epoca não dava muito dinheiro, os artistas não eram tão prestigiados e viviamos em uma pequena vila em Paris e em uma noite comum, estavamos em casa jantando quando escutamos uma gritaria, pedidos de socorro eram ouvidos juntos com gritos de “monstros”, monstros esses que mais tarde vim a descobrir que eram lobisomens, ja tinhamos escutado sobre ataques de monstros a vilas proximas, e sempre os ataques tinham destruido as vilas por inteiro e matado todos, na mesma hora saimos de casa, iriamos tentar fugir.

Quando saimos um dos monstros me pegou, meu pai tentou ataca-lo, mas outro o pegou e pegou minha mãe, eu não pude ver o que aconteceu direito pois antes que eu pudesse gritar por socorro eu senti algo me acertando bem no peito, eu comecei a sangrar e junto com o monstro que tinha me pego, eu cai no chão.

Depois disso tudo o que eu me lembro foi de algo caindo na minha boca, um liquido e depois uma dor forte, mais forte do que a lança que acertou meu coração, eu apenas pedia para que aquilo acabasse logo, já que eu iria morrer que eu morresse logo, mas que aquela dor acabasse e a dor acabou, mas eu não morri.

Eu virei uma vampira, não que eu tenha acreditado nisso inicialmente, mas o meu criador Lancelot Fleming, me fez acreditar e me mostrou o que era ser uma vampira, ele me ensinou tudo o que eu precisava saber, apesar de aquela ser a primeira vez que eu tinha contato com ele, eu ja tinha visto o rosto dele em algum lugar, por anos acreditei que eu imaginei tê-lo visto antes devido ao que eu sentia por ele, mas depois ele confessou que antes de me transformar ele me observava.

Descobri depois também que nunca mais poderia me apresentar nos teatros, as pessoas iriam se assustar o fato de eu nunca envelhecer e minha voz não era mais a mesma, eu continuava com uma bela voz, mas agora ela poderia hipnotizar pessoas e até mesmo mata-las.

Eu passei a viver com Lancelot e me apaixonei por ele, mas isso nunca foi reciproco, eu queria estar sempre perto dele e por isso me alistei na guarda de Viktor, mas a aproximação dele sempre e nunca tê-lo de verdade me foi muito prejudicial, pois eu nunca o tive, eu sempre o amei e ele sempre acabava ferindo o meu coração toda vez que demonstrava que isso não era reciproco, ele tinha quebrado meu coração pela primeira vez ao me salvar de lobisomens, a partir dai ele passou a quebrar meu coração diariamente.

Christine é uma personagem minha de um RPG de fórum chamado Juneau, eu tenho feito alguns “roles” no MSN com ela, porém assim, semana passada estava meio para baixo, por problemas no meu trabalho, minha única amiga de verdade que trabalhava comigo foi mandada embora e ela me faz uma falta do caramba lá, quando eu fico triste eu sempre opto por usar a minha tristeza de forma produtiva, escrevendo algo, geralmente isso acaba saindo triste também e bem aproveitei para colocar essa tristeza para fora nos “roles” de MSN que eu fiz essa semana com o Matt e a Fla, ambos sofreram coitados…

Para que vocês entendam melhor o que seria esse role no MSN, eu pedi para o Matt fazer um comigo usando os personagens principais dessa nossa trama, o personagem do Matt é o Lancelot e o meu é a Christine, o role no MSN serve como uma realidade alternativa, o que acontece nele não quer dizer que vai acontecer de verdade no fórum, fazemos isso mais por distração, ou algumas vezes para ver se uma determinada ação daria certo. Bem, aqui vai o print:

(Clique na imagem para ampliar a ilustração)

Acontece que por algum motivo que eu desconhecia, a Christine ficava na minha cabeça 24h, a dor dela de não ter o amado, a tristeza dela a vontade que ela tinha de simplesmente sumir e o desespero de perder a única coisa importante para ela, me fizeram realmente ficar mal… Eu tentava pensar em formas de ela superar tudo isso, mas nada vinha a minha mente.

Acontece que, depois pensando o porque de verdade uma personagem me incomodava tanto, eu consegui saber o certo o porque, na verdade foi um aglomerado de motivos que coincidiram todos para que eu me apegasse tanto a tristeza e o desespero dela.

Primeiro devido ao clima do meu trabalho, eu sabia que teria cortes de pessoas, o clima no trabalho então começou a ficar extremamente pesado no inicio da semana, até a supervisora anunciar que ninguém mais seria mandado embora, mas perdermos grandes amigos que faziam com que o nosso dia fosse legal, e uma das pessoas cortadas foi a minha melhor amiga no trabalho, a Dani… É chato o trabalhar sem ela, era com ela que eu tirava pausa, ia e voltava do trabalho… Pela primeira vez desde que eu comecei a trabalhar eu tinha compania para ir trabalhar… Então tudo ficou diferente sem ela para ir para lá comigo todas as manhãs.

Segundo motivo para ela ter mexido tanto comigo, é culpa do teatro… Caio desculpe, mas a culpa é sua… Existe uma coisa que eu aprendi com o teatro, só preciso parar de ter medo de fazer isso na frente dos outros que aí em breve seria uma estrela de Hollywood. O que acontece, nesse curso de teatro que estou agora a gente aprende a diferença entre representar e atuar… Quando você representa, você continua sendo você brincando de ser outra pessoa, quando você atua você se coloca no lugar do personagem, você continua sendo você, só que passando pelo o que ele passou e aí sim, você está sendo verdadeiro, seus sentimentos são verdadeiros, suas emoções são verdadeiras… Nas palavras do meu professor:

“Quando você representa você é a Julieta que ao encontrar o Romeu sabe que vai morrer no final, quando você atua, você é a Julieta que ao encontrar o Romeu, se torna extremamente apaixonada por ele, aquele não é o cara que vai causar sua morte no final, é o cara que você ama e não quer nunca perdê-lo, ele é lindo e tudo o que você precisa. Você moveria o mundo para ele”

Bem é mais ou menos isso… Esse tipo de técnica de atuar ao inves de representar é muito boa e eu a utilizo principalmente quando vou escrever algo mais sério, para saber o que realmente o personagem sentiria, então talvez eu tenha vivenciado demais os sentimentos da Christine para que tudo o que ela sentisse fosse bem autêntico.

O terceiro motivo é o mais legal, sempre que faço uma trama eu penso no que vai acontecer na vida dos personagens e todos eles terão um final feliz, quero dizer a maioria deles, o amor será correspondido no final e será tudo lindo e belo. Acontece que com a Christine não é bem assim, eu não faço ideia de como será a vida dela, se ela ficara com Lancelot ou não, na verdade a minha preocupação momentanea é saber se ela ficará viva ou não… Rssss…

Eu estou achando isso o máximo, é um desafio para mim não ter controle sobre a minha própria personagem e é o maximo eu poder fazer drama a vontade com ela, porque eu adoro escrever drama, eu amo muito isso e não saber o que acontecerá na vida dela, faz com que eu possa ainda mais dramatiza-la.

O bom também que essa realidade alternativa desses personagens, é que no jogo a gente pode tirar o que quiser, tipo como quando eu ferrei com o meu Hibrido de demonio na tentativa de faze-lo salvar a namorada.

Tipo diferente dos meus posts, esse não tem nenhuma lição de moral, eu só queria falar isso, porque essa personagem mexeu muito comigo, eu nunca trabalhei tão avidamente para ganhar na campanha de sair mais cedo na semana para chegar em casa e fazer mais roles no MSN, eu pensava em formas de ajuda-la e isso me empolgou horrores na semana passada e eu apenas queria dividir com vocês.