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No mês de setembro eu tirei férias no trabalho e como está virando rotina, sempre que consigo viajar vou para São Paulo para ficar na casa da Lee, desta vez resolvi ir de avião, primeira vez que eu iria viajar de avião e como tudo na minha vida, logicamente que minha viagem tinha que virar roteiro de um filme… Bem, não virou literalmente falando, mas foi no mínimo divertido.

Viagem de ida, o valor total da passagem foi R$66,66… O vôo era o A18 (18 dividido por 3 é igual a 6, ou seja 666)… Para completar eu só percebi depois que eu me sentaria na cadeira 13A… Desespero com a coincidência de números no meu primeiro vôo? Que isso, imagina… Tudo bem, cheguei no aeroporto e na hora de despachar a minha mala a atendente me disse que tinha um vôo saindo naquele horário e me perguntou se eu queria ir, eu respondi que não, porque já tinha combinado do pessoal me pegar no aeroporto.

Assim que eu entro no meu vôo, tinha uma pessoa na minha cadeira, eu falei com ele e ele percebeu que estava na cadeira errada, depois que eu me sentei no meu lugar veio na minha cabeça “Fudeu… O cara estava no meu lugar, queriam me colocar no vôo antes… Não era para eu sentar aqui, o avião vai cair e a unica pessoa que irá se salvar é quem está na 12A… Droga, porque eu não mudei de lugar?” Desespero? Que isso…

Eu então conferi a parada de prender a bandeijinha, se aquela porra tivesse quebrado eu ia sair gritando que o avião ia cair (isso que dá assistir o filme Premonição 1), mas ela não estava solta, então permaneci no vôo, o avião levantou vôo e eu comecei a sentir sono, olhei ao meu redor TODO MUNDO dormindo, pensamento pessimista na hora: “Merda, aconteceu alguma coisa, está vazando gás de algum lugar e todo mundo está sentindo sono e vai morrer, eu estou começando a sentir sono, ai meu deus… Eu vou morrer” antes que me perguntem… Não, eu não sou exagerada.

Durante o vôo, teve um momento que teve turbulência… Meus pensamentos do momento: “Fudeu, turbulência, é agora que vou morrer…” mas não foi naquele momento e do nada começa a fazer um barulho debaixo de mim, tremer e tal, meu pensamento: “Ai… É agora, eu vou morrer, porque não fui no vôo anterior? Porque não me sentei na fileira 12? O chão vai quebrar, a minha cadeira vai sair voando… Eu vou morrer, porque não fui ônibus?”

Ah, antes que eu me esqueça as pessoas suspeitas de serem terroristas… Eu cheguei para me sentar e o cara que já estava sentado na 13C me olhou meio puto, eu me esqueci que tinha que colocar a mala no porta malas em cima, daí pedi licença para ele de novo para colocar a mala, ele me lançou um olhar “Eu vou te matar” eu só me tranquilizei porque ele foi o primeiro a dormir graças ao gás sonifero do avião.

No final, quando pedem para as pessoas sentarem que estão preparando para o pouso, eu vejo um cara saindo do banheiro, com uma das mãos escondidas por dentro do casaco perto da cintura, como se fosse sacar uma arma, eu fiquei olhando para ele “Merda, merda, merda, esse cara é um terrorista, vai matar todo mundo ou fazer o avião bater em algum prédio… Como deixaram alguem entrar armado aqui? E o detector de metais, como não perceberam a arma dele? Fudeu… O vôo estava tão bom, porque o cara vai matar todo mundo? Eu acho que vou me esconder no banheiro”

Mas para a minha sorte, o cara não atirou em ninguém, para dizer a verdade, eu nem sei se ele estava armado, mas sei lá, na hora do desespero você pensa em tudo, desconfia até da agulha de trico da velhinha da sua frente, afinal se MacGyver consegui montar uma bomba com um chiclete, eu imagino o quão perigosa pode ser uma agulha de trico.

Mas enfim cheguei viva em SP, tudo ótimo, férias maravilhosas, mas então chegou o momento de partir… Como eu tinha que viajar com uma nova neurose, Lee, Ian e eu fomos ver Premonição 5 em 3D, não vou contar o filme, mas tem uma cena de avião e tem uma música que toca em um momento tenso do filme que é Dust In The Wind do Kansas, agora adivinhem qual musica em tenho no meu computador? Dust In The Wind… A Lee me proibiu de escutar essa música até eu chegar inteira no RJ.

Eu e a Lee resolvemos ir bem cedo para o Aeroporto, é melhor chegar cedo e esperar lá do que acabar se atrasando, graças a tudo o que existe que saimos terrivelmente cedo, meu vôo estava para sair às 14:45h no aeroporto de Congonhas, pelo menos era o que eu jurava, ao chegar no Aeroporto de Congonhas às 11:30h, fui na cabine da WebJet (eu fui pela TAM e voltaria pela WebJet) para saber onde eu faria o Check-in, descobri que o Check-in assim como o vôo era para ser feito no aeroporto de Guarulhos… Momento desespero “Puta que pariu, caralhos voadores me fodam… Me fudi bonito” (sim, eu sou fluente em palavrões) momento desespero onde a cor da sai do meu rosto, respirei fundo “Como eu consigo chegar no aeroporto de Guarulhos”. Para a minha alegria tinha um serviço do aeroporto que é o “Airport Bus Service” que nos leva do aeroporto de Congonhas para Guarulhos e por eu ter chegado extremamente cedo, eu não tive problemas, cheguei até terrivelmente cedo e meu único problema foi ficar mais de uma hora sem fazer nada…

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Para o bem ou para o mal, a mente humana é capaz de realizar os mais notáveis feitos; o livre arbítrio é sua arma mais perigosa. Assim, o que faz com que uma pessoa se volte para o crime? Quais mecanismos são acionados quando surge o desejo – ou a necessidade – de fazer algo imoral, amoral, ilegal? Quando a alma é o campo de batalha entre a ânsia, o medo e a culpa, o resultado é imprevisível. Em Jogos Criminais, as verdades da natureza humana serão expostas sob a ótica de uma máfi de escritores disposta a criar o crime perfeito.

Para quem é de São Paulo, já marquem na agenda, dia 15 de Janeiro de 2011, de 14h às 18h, lançamento do livro Jogos Criminais, um livro com contos policiais escrito por diversos autores, um deles é um grande amigo meu, é o Humberto Raposa

O lançamento será feito na Biblioteca Viriato Corrêa o endereço de lá é Rua Sena Madureira, 298, Vila Mariana, São Paulo, SP, a programação do evento conta com uma confraternização entre os autores, Entrevista com o jornalista Sérgio Pereira Couto, responsável pela organização dos contos; Leitura dramática pela atriz Cristiana Gimenes que lerá cinco contos dos livros e Coquel de lançamento com direito a sessão de autógrafos. Um ótimo programa de final de semana que quem mora em SP não poderá perder.

Quem é Athena? A órfã abandonada pela mãe cigana na Transilvânia. A criança levada pelos pais adotivos para Beirute. A funcionária de um grande banco em Londres. A bem sucedida vendedora de terrenos em Dubai. A sacerdotisa de Portobello Road. Athena é o personagem principal de ‘A bruxa de Portobello’. Quem conta a história são as pessoas que conviveram com ela. Sua mãe adotiva, um jornalista interessado em vampirismo, um padre, um mestre de caligrafia, uma atriz, entre outros. Eles traçam diferentes perfis da personagem, mesclando acontecimentos com impressões, crenças próprias, anseios.

Bruxa de Portobello

Quem me indicou esse livro para ler, foi a minha irmã e pelo autor ser Paulo Coelho, eu fiquei meio sem saber se lia ou não, pois muitos o criticam, enquanto outros o idolatram, mas resolvi deixar esse conceito de lado e o li. Foi então que eu percebi que estava lendo um livro que me marcaria para sempre, ele me marcou dessa forma, principalmente devido a época que eu li, não sei se eu o tivesse lido em outra data ele teria toda a importância que teve para mim.

Ocorre que quando peguei o livro “A Bruxa de Portobello” para ler, o meu mundo tinha virado de cabeça para baixo, tudo tinha mudado, minha melhor amiga de anos (cerca de 5 anos mais ou menos), havia me traido, traido a minha amizade da pior forma possível, meu ex namorado, estavamos juntos a quase dois anos, terminou comigo e a unica amizade que me sobrou do RJ na época foi para os EUA a trabalho, eu me lembro que na época eu queria simplesmente que tudo fosse mentira, que aquelas coisas nunca tivessem acontecido, mas temos que encarar a realidade e dar a volta e “A Bruxa de Portobello” me ajudou a dar essa volta.

O livro é muito bom e te ensina a passar por cima dos problemas, a encarar a vida de frente, sem ter medo, a ver os erros apenas como forma de aprender mais e os problemas que ocorrem, uma demonstração de como você é forte e pode seguir em frente. O livro te ensina a buscar aquela força interior e simplesmente passar por cima.

Athena te ensina como ser livre, como ser alegre com pequenas coisas. Te ensina a dançar conforme a musica, mesmo que você não saiba dançar, cantar mesmo que não saiba fazer isso. Te ensina a conviver com os vazios que você tem. Te ensina como aproveitar caso perca um ônibus errado, o melhor de tudo, te ensina a viver de improviso, a viver pelo acaso.

Eu consegui superar os problemas a minha frente usando a força que Athena ensina a ter, o livro todo é contado por pessoas que conheceram Athena e você passa a querer conhece-la, passa a querer ser ela, deseja que um dia as pessoas falem de você como você é forte e uma pessoa sábia, como Athena foi.

Quando terminei de ler o livro, me sentia mais em paz, me sentia mais leve e livre. Foi nessa época que eu decidi que iria para SP encontrar com a Lee e mesmo sem nunca tê-la visto ao vivo, eu simplesmente peguei o ônibus e fui para lá e foi a melhor coisa que fiz naquele ano.

O que eu recomendo é que vocês leiam com certeza esse livro, deixem ele na sua mesa de cabeceira para ler quando estiverem com problemas, estiverem mal e captem a essência de Athena, o livro não é muito grosso, dá para lê-lo bem rápido. Para ficarem com vontade de ler, irei colocar algumas citações do livro que achei na net.

“Ninguém acende uma lâmpada para escondê-la atrás da porta: o objetivo de luz é trazer mais luz à sua volta, abrir os olhos, mostrar as maravilhas ao redor.
Ninguém oferece em sacrifício a coisa mais importante que possui: o amor.
Ninguém entrega seus sonhos nas mãos daqueles que podem destruí-lo.
Exceto Athena.”

“Não se deixe oprimir pelo que os outros pensam, já que, dentro de alguns anos, ou de algumas décadas, ou de alguns séculos, esse pensamento será modificado. Viva agora o que as pessoas só vão viver no futuro.”

“Para o forte libertar a energia, é preciso que o fraco tenha a possibilidade de se manifestar.”

“Para mim o amor preenche tudo. Não pode ser desejado – porque é um fim em si próprio. Não pode trair, porque não está ligado à posse. Não pode ser mantido preso, porque é como um rio, e transbordará as suas barreiras. Quem tentar aprisionar o amor, tem de cortar a fonte que o alimenta e, nesse caso, a água que conseguiu juntar acabará por estagnar e apodrecer.”

“Quando morrer me enterre de pé,pois passei toda minha vida de joelhos.”